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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Andarilhos perigosos...

Um estudo da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e da Unidade de Vigilância Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatria revela que, em média, são hospitalizadas duas crianças por dia devido a acidentes com andarilhos. A maioria dos casos ocorre junto a escadas e em locais em que a criança tem acesso a objectos perigosos.

Os andarilhos são muitas vezes utilizados em substituição dos carrinhos, com a vantagem do bebé poder exercitar as pernas. Mas o que parece ser um acessório prático e útil é responsável por dezenas de acidentes, alguns deles fatais para as crianças.

O estudo da Associação para a Promoção da Segurança Infantil, apresentado no 8º Congresso de Pediatria, que decorre em Vilamoura, Algarve, consistiu em inquéritos a 1.427 pediatras, praticamente todos os existentes no País, com questões sobre o tratamento de crianças acidentadas com andarilhos, disse à Lusa a pediatra Elsa Rocha, da APSI.

"Dos 215 que responderam, 22 por cento já tinham assistido bebés vítimas de andarilhos, mas esses 48 pediatras assistiram um total de 122 casos num ano", enfatizou Elsa Rocha, extrapolando que "se todos os pediatras tivessem respondido, teríamos cerca de 800 casos".

Este estudo reforça as conclusões de um outro estudo, do Observatório Nacional de Saúde, que aponta para cerca de 650 casos de acidentes com andarilhos por ano atendidos nos hospitais portugueses.

As lesões no crânio são as mais comuns neste tipo de acidentes que acontecem quase sempre em casa ou nas creches. Em muitos casos a cabeça do bebé é demasiado pesada em relação ao resto do corpo e facilmente a criança cai desamparada por ter os pés presos. Por outro lado, o andarilho também coloca o bebé mais alto do que o habitual e permite que a criança chegue facilmente a objectos perigosos.

A APSI desaconselha por isso o uso deste acessório, principalmente em locais com escadas ou com declive. O Canadá é para já o único país onde é proibido usar o andarilho. A União Europeia optou por exigir requisitos mais apertados de segurança, como uso de rodas que prendem quando chegam a uma escada.

fonte: SIC online


publicado por bombeirodedeus às 14:57

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