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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

Obrigado filho, por teres salvo outro filho meu...

No mostruário ambulante de centenas de rostos que cruzam connosco nas ruas, praças avenidas, “ele” é apenas um homem comum como outros tantos desconhecidos.

 

A sua presença faz parte de um contexto, de um minuto ou um segundo no vaivém de vários destinos... Apenas uma farda e um cinturão vermelho o difere dos demais! É um Bombeiro... praticante assíduo de uma profissão árdua, cuja missão solidária é o seu lema de vida.
Nada o impede na luta de salvar vidas, nada o faz recuar no instante em que alguém pede a sua presença, nada é capaz de detê-lo em plantar novas esperanças no momento da dor, da lágrima e do perigo.

 

Sem ostentar louros ou vaidades, o Bombeiro dificilmente sabe enumerar as vidas que salvou... No instante do sinistro ou da desgraça, a sua presença é como um bálsamo a aliviar o desespero e a agonia daqueles que necessitam de ajuda, mesmo que muitas vezes esse socorro venha a lhe custar a própria vida.

 

Quantas outras vezes, também, a sua possível “demora” em chegar ao local onde foi solicitada a sua presença é criticada, sem que seja, no entanto, analisada a distância entre o sinistro e o seu reduto de trabalho... Mas, nada disso importa ao Bombeiro! O importante é que ele não falha, não foge ao grito de apelo, não ignora jamais o seu aprendizado disciplinar, cuja missão o enobrece perante os valores da vida. E quando debeladas as agonias e renascidas outras esperanças, ele, o Bombeiro, volta ao seu Quartel.

 

A sua farda e o seu cinturão vermelho trazem o pó, o resíduo ou a água do trabalho realizado e da missão cumprida.
E o que impressiona nesse Homem herói é a sua humildade que nem sequer lhe faz pensar numa medalha ou num voto de agradecimento.
Afinal, ele sabe muito bem que lá do alto uma voz lhe fala ao coração dizendo carinhosamente: “obrigado filho, por ter salvo outro filho meu”.

publicado por bombeirodedeus às 15:07

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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

A triste realidade... se conduzir não beba!!!

Eu fui a uma festa, mãe, e lembrei-me o que me disses-te.

Disseste-me para eu não beber e eu não bebi.
Senti-me orgulhosa de mim, como me disses-te que me sentiria .

Antes de conduzir, eu não bebi, mãe, embora alguns amigos insistissem para que eu bebesse.

Eu agi certo, e sei que tu sempre estives-te certa.
A festa  acabou, e os amigos foram saindo.
Quando eu entrei no carro, acreditei que chegaria a casa inteira!
Isso por causa do jeito responsável e doce que me crias-te.

Eu saí do local, mãe, e assim que entrei na avenida, um outro carro não me viu, veio colidir com o meu e eu fui lançada para fora.
Aqui no solo da avenida, enquanto o socorro não chega, eu ouvi um policia dizer que o outro motorista estava bêbado, e agora sou eu que pago por isso.

Estou a morrer aqui, mãe. 
Gostava que tu chegasses depressa.
Como isto me aconteceu, mãe?
Minha vida simplesmente se rebentou como um balão?
Há sangue por toda parte, mãe, e a maior parte é o meu sangue .
Estou a ouvir o médico dizer que morrerei em poucos minutos.

Só queria te dizer, mãe, juro que eu não bebi!
Os outros, sim, mãe.
Eles não pensaram.
Aquele que me atingiu, provavelmente estava na mesma festa.
A diferença, é que ele bebeu e eu é que vou morrer.
Por que existe  gente assim, mãe?
Eles não percebem que podem arruinar a própria vida?

Estou sentindo dores agudas, mãe.
O homem que me atingiu está andando e eu não consigo achar isso justo.
Eu estou a morrer e tudo o que ele faz é ficar parado a olhar pra mim. 
Mãe diz ao meu irmão para não chorar e para o pai não ficar zangado comigo.
E quando eu partir, põe flores do campo na minha campa.

Alguém deveria ter avisado esse homem para não beber antes de conduzir.
Se ele não tivesse bebido, eu ainda poderia continuar viva !

Minha respiração esta enfraquecendo, mãe.
Estou a ficar com medo.
Por favor, não chores por mim, mãe.
Sempre que eu precisei, nunca falhas-te.

Eu só tenho uma última pergunta, mãe, antes de me despedir:

Eu não bebi antes de conduzir, então por que sou eu a morrer?

Este é o fim, mãe. 
Gostava de poder olhar nos teus olhos para dizer estas palavras finais:

Amo-te muito Mãe ...e... adeus ...

 

 

Muitos dos acidentes de automóveis com mortes saem de festas como estas, mortes totalmente desnecessárias. Custa deixar o carro e chamar um taxi ou voltar com o amigo que não bebeu ?

 

Esta é uma história verdadeira assim como tantas outras que acontecem infelizmente todos os dias nas estradas de Portugal e do Mundo.

 

Espero que todos tomem um pouco mais de consciência antes de cometerem actos que acham que só afectam a eles mesmo.

publicado por bombeirodedeus às 17:02

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